júlia

âmago
2021-06-11 17:58:33 (UTC)

19:34 - sexta

(pura bagunça, só precisava rabiscar sobre)

sempre pensei muito no futuro.
sempre estudei muito pra passar numa boa faculdade, arrumar um emprego e ter uma vida instável.
agora que estou mais perto da vida adulta, tenho noção que as coisas não são simples assim.
ingênua. achava que sempre teria muitos amigos, seria fácil saber o que quero, seria fácil arrumar um emprego na área, achar uma pessoa legal.
acho que sempre pensei numa coisa tradicional: ter um bom emprego, casar e viajar.
talvez isso seja efeito de um ano e meio trancada em casa, mas eu quero mais. muito mais que isso.
experimentar de tudo que for possível, morar no interior, morar perto da neve, ver novas culturas, sentir o amor, conhecer pessoas de tudo que é jeito...
o que não quero é uma vida igual a dos meus pais = uma vida monótona.
viver em função dos filhos, sem vida social, estar em um relacionamento infeliz, não ver o mundo.
talvez daí que vem um dos meus motivos para não querer ter filhos de jeito nenhum. minha mãe deixa claro que vive pela gente e pra mim isso é horrível. sinto que aprisiono ela, limito a vida dela a mim.

de onde eu estou eu não consigo ver as coisas belas do mundo, mas eu sei que elas existem e eu quero ir atrás delas!
eu quero colecionar experiências, sentir tudo que eu tiver que sentir, não me aprisionar em nenhum lugar, nem em ninguém.
as vezes a gente fica tão preso no nosso mundinho que esquecemos que na real, o mundo é gigante.
existe tantos modos de se viver que eu nem imagino. tem muita coisa boa pra se viver, nunca posso me esquecer disso.

tem um vídeo que eu vi um tempo atrás que o professor diz: você é livre pra ir aonde quiser, você pode ir pra Paris agora mesmo, por que você não vai? porque você não tem GRANA.
querendo ou não, isso é uma coisa extremamente importante. eu posso querer ver o mundo todinho, mas preciso de dinheiro! e infelizmente, não nasci rica, terei que trabalhar mesmo.
e é nisso que eu tento achar o equilíbrio. até onde eu tenho que ir pra ter uma boa condição financeira? até onde devo ceder as pressões da sociedade? até onde estou disposta a sacrificar meu tempo, minha vida em coisas que não quero?
dai surge: preciso arrumar um emprego que me faça feliz e me dê dinheiro. algo que eu me sinta bem fazendo. gastamos muito tempo das nossas vidas trabalhando e eu não quero que todas essas horas sejam chatas e ser feliz só depois do expediente.

acho que eu sempre pensei que escolher o curso da faculdade, definiria minha vida, mas meu amigo deste site me mostrou que não. você pode seguir outros rumos e está tudo bem! não posso condenar minha vida inteira baseada em uma escolha que vou fazer com 18 anos e as coisas mudam constantemente, eu mudo constantemente.
sempre pensei que existem muitos jeitos de se viver, mas nunca pensei que eu poderia viver de vários jeitos, se quisesse. a vida é curta, mas nem tanto assim(espero) posso experimentar de tudo.
quando falo disso com a minha mãe ela não diz nada. ela não vê a beleza que eu vejo. sempre acho que ela está pensando: você é jovem demais, sonha demais, a vida não é tão fácil assim querida.
e eu quero dizer pra ela que sim, eu sonho demais, tenho esperanças de ser feliz e você deveria também! você está viva, respirando! corra atrás do que você quer!
talvez um dos meus maiores medos é perder isso. perder essa esperança de que posso ser quem eu quiser, viver o que eu quiser e não parar nunca.
aonde eu quero ir? como chegar até lá? está chegando o momento de eu começar a traçar meu próprio caminho. isso é assustador, mas muito excitante.

mas ok, o tema de escolher o curso é tenso. estou perdida. na real, acho que estou com medo de decidir. apesar de não definir minha vida inteira, é uma escolha importante. e eu tenho que conciliar muitas coisas pra enfim escolher. mas não escolherei nenhuma que não quero, nenhuma por dinheiro, como a minha família deseja, como meu irmão escolheu.

crescer realmente é assustador.
brinco que a vida tem muitas áreas para se administrar, tinha que ser mais de um ser humano por vida pra tudo permanecer nos trilhos.

mas talvez no final, a gente nem saiba o que é querer.


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