Maria

mestra e irmã do meio
2021-06-11 10:24:31 (UTC)

Três sonhos com sorrisos

Eu, um pouco diferente, dava aulas na minha sala. Estava trabalhando. E sorria.
Meu pai entrava e saía da cozinha do restaurante “Sorriso de Dadá”. Dadá e eu estávamos sentadas na mesa. Mostrei ao meu pai a placa da Austrália que comprei na minha viagem. Estava atrás de duas outras placas menores, mas era visível. Meu pai se sentou à mesa, não na ponta. Na ponta estava eu, apesar de não me ver no sonho. Ele e Dadá conversaram. Parece que ele encontrou um lugar.
Karen dirigia seu carro, mas era mão inglesa. Sua amiga, Carol (não eu, outra) no passageiro. (Eu no banco traseiro). Passamos frente uma casa que Karen diz ter morado. Digo algo, como é totalmente diferente. Karen, com aquele tom de reprovação para comigo na voz diz, “não é diferente; ou, não é tão diferente”. Eu me corrijo com uma certa malemolência, “Ah, você tem razão, quem sabe por dentro seja igual, eu nunca vi”, algo assim. Carol (a outra amiga de K.) desata a rir do modo que eu falei. Ela não estava rindo de mim, como a Karen gostaria, e nem necessariamente rindo comigo porque eu não estava rindo. Mas ela ria do modo que eu falei, como se tivesse entendido que eu não sou tão boba como a Karen pensava que eu era. E que me fazia de boba, e boba era a Karen por acreditar que eu era boba quando me fazia de boba. Kare resiste, mas acaba rindo por contágio, mas não queria. Eu também rio. Quando terminamos de rir, sinto um pouco de medo por a Carol ter exposto nossa relação “eu-não-sou-boba-mas-me-faço-de-boba-e-boba-mesmo-é-quem-acha-que-eu-sou-boba”.
Minha interpretação. Logo de cara, vejo nos três sonhos algo em comum: o sorriso. E outra coisa, eu estou trabalhando e sorrindo. Eu estou na ponta da mesa em um restaurante chamado Sorriso de Dadá e, finalmente, estou no banco traseiro do carro de uma amiga e ria quando outra pessoa percebe que me faço de boba, mas não sou e boba é Karen que prefere levar a sério meu faz de conta. Com exceção do último sonho, nos dois primeiros eu estou no comando da minha vida. Acho que não último estou no banco traseiro, onde as crianças andam porque tem algo em mim mesma, eu mesma, me impeço o desenvolvimento, o uso da minha energia. Pensei ontem em estar sempre comigo. Foi um bom pensamento, achei que o esqueceria (banco traseiro), mas acordei e não me esqueci. Agora, metade da manhã, creio que esse estar sempre comigo pode ser também estar em posse da minha capacidade de pensar e raciocinar. Ficou teórico demais, mas é isso, mais ou menos.

Saúde e felicidade!


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