unknown_fante

diario
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2021-02-22 23:11:00 (UTC)

fev 22 seg

10:09 da manhã.

Três rumos. Três destinos. Três idealizações que passaram por mim nas últimas horas. Vou escrevê-las aqui já que estou meio perdido sobre o que falar nesse espaço. Ontem recebi uma mensagem de alguém que viu o texto que postei, isso me fez pensar sobre o que quero compartilhar com as outras pessoas, não que eu tenha algo a esconder, só acho que o objetivo de escrever pode ser outro além de reafirma a ilusão que acredito ser, ou vai ver essa também é uma saída, assumir um personagem de vez. Mas vamos as idealizações:

Primeiro rumo – comprar o fiat 147 e ir visitar a Linda. No final estaria morando numa kombi visitando frequentemente a cidade dela, mantendo um relacionamento

Segundo rumo – terminando o TCC em um semestre e entrando no mestrado no outro semestre.

Terceiro rumo – voltar para a industria de Laticínios e levando comigo o fxxxx e o Dxxxxxx. Formávamos uma turma de operadores velhos que já tinham as manhãs das maquinas.

Tenho que colocar a matéria da faculdade em dia, além das outras coisas que tenho que fazer. Vamos no passinho do elefante mas vamos.

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1

Tudo começou quando comprei aquele carro, um Fiat 147. Já tinha namorado aquele raridade varias vezes, ele vivia estacionado perto de casa. A lataria verde escuro brilhava de tão limpinho e por dentro parecia bem conservado. Quando vi a plaquinha de vende-se não resisti. Investi todas as economias e ainda fiquei devendo três parcelas mas valeu muito a pena. Assim que começou minha temporada de viagens. Nesse carro que cheguei a praia pela primeira vez sozinho. Ver o mar depois de enfrentar horas numa estrada desconhecida foi uma das melhores sensações da minha vida.
Acho que daí que veio aquela coragem com que falei para ela que queria visitá-la. O silêncio do outro lado do telefone também me deixou mudo, a gente vivia se prometendo esse reencontro, mas não sei se ela queria mesmo me rever, não sei se o agora era um bom momento para ela. Disfarcei com a desculpa de testar, tanto o motor do carro quanto minha capacidade de dirigir. Não sei se ela percebeu mas pelo menos consegui um promissor “vou pensar”.
Foi o suficiente para eu começar a viajem. É claro que não planejava ficar muito tempo por lá, achei que uma viajem surpresa deveria ser rápida e fulminante. No fundo sempre gostei fortes emoções, preferia arriscar tudo em um fim de semana do que passar o resto da vida com essa esperança. Nas noites que dormi carro lembrei penúltimo verso de “Resposta ao Tempo”, quando o Aldir canta para o tempo:
“Respondo que ele aprisiona
E eu liberto
Que ele adormece as paixões
E eu desperto
E o tempo se rói com inveja de mim
Me vigia querendo aprender
Como eu morro de amor
Pra tentar reviver”

Não toquei a musica inteira, os outros refrões nunca me fizeram bem, acho que por isso não os decorei.

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Levo ela para a casa da mãe onde ela está morando. Paro o carro mas não entro, ainda não tínhamos nos beijamos. Por isso fiquei puxando papo no carro. Nos filmes é esse o momento mágico que o beijo acontece, é essa a performasse que queria experimentar com ela, aquele seria o momento perfeito. Mas ela me convence a dormir no sofá, e nem foi tão difícil, depois de dormir no carro alguns dias eu sonhava com uma cama. Entrei, fui apresentado a mãe e tomei o banho que a dias eu não tomava. Tentei me acalmar enquanto estava no chuveiro, a ideia de jantar com a mãe dela não combinava com o script mas como não encontrei outra saída, sai do banheiro e encarei a comida. Para a minha surpresa consegui ser mais sociável do que imaginei ser possível. Depois de comer, saímos para a praça em frente ao prédio dela, sentados passamos horas conversando e foi melhor que o sexo que eu tanto imaginava. Ela realmente se abriu para mim, falou das suas dores pelo corpo, dos seus problemas dentro do coração, ate da falta de grana e de rumo para seguir na vida conversamos. Foi bom ouvir ela como uma pessoa de verdade.

Fim.

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aquilo era uma idealização, isso já é um texto. Aqui tenho que perguntar se eu quero mesmo rever essa mulher. Na verdade sei que ela não existe mais, quero dizer, a mulher real não é a que eu descrevo aqui ou que recupero na minha mente, a verdade é que nem sei quem é essa mulher realmente. Ainda mantemos um contato, isso é bom. Quando conversamos perceber que ela mudou, ao mesmo tempo que sinto o conforto do um rosto conhecido, o rosto de alguém que eu amo. Acho que manter essa relação, o que inclui aprender a lidar com a mulher real e não essa com quem eu sonho, é o que realmente quero.

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Por fim acho que esse texto ficou bom assim. Mesmo que ainda falte alguns pedaços, mesmo que eu não tenha entalhado os detalhes mais sutis acho que vale a pena manter ele como está. Pelo menos para publicar aqui no diário. O meu objetivo aqui é me manter escrevendo e publicando, mesmo que na minha cabeça a autocrítica continue a gritando no fundo minha esperança é que ela uma hora acabe se cansando.
Por falar em cansaço, só a primeira idealização já deu trabalho para caralho, então não sei se vou gastar tempo da minha existência escrevendo as outras. Talvez quando eu estiver mais disposto, mas não prometo com nada.

23:03

PS: é bom pensar que escrevi o texto inteiro hoje. Geralmente nunca termino as ideias que começo.


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